Ferramentas de e-mail marketing não são exclusivamente utilizadas por empresas de e-commerce, mas também, entre outros exemplos, por empresas que realizam cobranças para empresas terceiras, e é sobre esse perfil de empresa a que esta postagem se endereça.
Uma coisa impressionante é a quantidade de inadimplentes diversos existentes no Brasil, algo que geraria surpresa ou espanto a muitos outros países mais desenvolvidos, o que faz com que as empresas citadas acima cheguem a enviar algumas unidades de milhões de e-mails diariamente, em algumas ocasiões.
O objetivo dessas empresas é direcionar cobranças ou oportunidades de renegociação de dívida a devedores através de ferramenta de marketing digital, e para tal, o que se espera primeiramente de tais empresas é o fornecimento de endereços de e-mail como informação primária, nem que essa informação seja a única fornecida. Contudo, para tais modelos de negócio, às vezes o que identifica um cliente não é um e-mail, mas sim um número de CPF, desassociado a qualquer endereço de e-mail. Neste caso, acho que é desnecessário dizer que não há quem ser cobrado via e-mail marketing, mesmo que esse cadastro exista dentro da plataforma de envio…
Contudo, o foco que gostaria de dar nesta postagem é às empresas que possuem e-mail, mas têm como única estratégia a regra do “quanto mais disparos, melhor!” Afinal, quanto mais disparos, mais devedores serão alcançados e maiores oportunidades de fazer negócio surgirão. Esta é uma grande falácia da área de e-mail marketing, pois quem tem um mínimo de conhecimento da área sabe que “menos é mais”, na vasta maioria das vezes.
O que essas empresas dos disparos massivos em máxima proporção possível ignoram é que para elas conseguirem que uma cobrança seja realizada, não é necessário apenas enviar, mas também entregar. Ferramentas de disparo, como a ExpertSender, não têm compromisso com entrega, a única garantia que é fornecida é a do envio, ou seja, a única responsabilidade é garantir que os envios sejam realizados. E as entregas?
Entregar já não depende da ferramenta de disparo (salvo configurações de autenticação e DNS que sempre são realizadas com todos), mas depende de o conteúdo enviado ser aceito no destino, assim como depende da avaliação que o destino está fazendo de você com relação às suas práticas de disparo que podem ou não caracterizá-lo como um spammer.
A premissa básica para a existência do e-mail marketing é o consentimento do destinatário para que lhe envie e-mails. Contudo, para essas empresas, o simples fato de ser um devedor já é considerado direito para disparos sem que estes tenham sido solicitados. Por mais que empresas disparadoras aceitem trabalhar com tais empresas de cobrança sem o opt-in fornecido pelos destinatários, ISP’s (Internet Service Providers) o fazem? Negativo! Desta forma, enviar e-mails nessas condições se trata de envio de spam, e isso quem decide são Gmail, Hotmail, Yahoo e companhia, mas nunca a plataforma de disparo, de forma que esta última não possui condições de abertar o botão “proibir spam” e o problema ser resolvido.
É uma estupidez quando ocorre dos e-mails não serem aceitos, mensagens estas enviadas sem consentimento, de forma massiva na base do “quanto mais melhor!”, culpar a empresa disparadora pela não entrega, pelos enormes problemas de Bounces e bloqueios, e exigir desta uma solução de um problema gerado por si próprio. É como encher o tanque de combustível de um carro alugado com água misturada com gasolina depois ir reclamar com a empresa que alugou que o carro que este está com problema.
ESP’s (E-mail Service Providers) enviam, e ISP’s (Internet Service Providers) recebem. O primeiro grupo, do qual a ExpertSender pertence, garante apenas o envio, ao passo que os ISP’s é que vão decidir se o conteúdo deverá ser entregue ou não.
Como você garante que a sua entrega, e portanto a sua cobrança, será terrivelmente afetada?
- enviando mensagens sem consentimento (spam);
- enviando mensagens com termos considerados spam no assunto e no conteúdo;
- conseguindo muitas reclamações de spam e descadastros nas campanhas enviadas;
- fazendo envios com variações descontroladas de volume de um dia pro outro;
- disparando para e-mails sem engajamento recente e aumentando a incidência em spamtraps;
- usando listas repletas de endereços de e-mail inválidos/inexistentes que geram Hard Bounce;
- etc.
A estratégia do “quanto mais, melhor” não segmenta listas, não higieniza bases para evitar o Hard Bounce, gera descontroles de volume, desconsidera engajamento recente, etc. Sendo assim, a tendência é queimar IP’s de disparo acabando com a reputação deles, levando à caixa de spam e a bloqueios por parte dos ISP’s.
É um grande desafio trabalhar nessa área onde destinatários não fornecem consentimento, pois afinal, que brasileiro dará permissão para ser cobrado indefinidamente? Por outro lado, o mínimo a ser feito é a higienização das bases e tentar trabalhar com engajamento conforme este é gerado, por menor que ele seja, pois do contrário, enviando descontroladamente para toda a base de e-mails que possui, sem consentimento e higienização, seria como estar cobrando as paredes com o uso de endereços de e-mails inválidos e onde alguns já se tornaram armadilhas spam. Seria o sonho de um devedor entregar seu e-mail à sua empresa, pois você dificilmente conseguiria alcançá-lo com uma mensagem, pois mesmo quando o e-mail está correto, você provavelmente estaria bloqueado no ISP e sua entrega seria impossibilitada.
Antes de cobrar e exigir entrega de quem tem responsabilidade apenas pelo envio, olhe para o próprio trabalho realizado e se informe para tomar ciência de que seu ramo de negócios através de e-mail joga contra a premissa básica do e-mail marketing que é a presença do opt-in de disparo, condição primária para que uma mensagem não seja considerada spam pelo ISP de destino, e assuma a responsabilidade pela reputação dos IP’s e remetente de disparo que você construiu sozinho já que os recebeu com reputação neutra e dentro de uma estrutura dedicada onde apenas você é quem cuida desses itens de disparo.
O que ajuda a garantir a entrega?
- o milagre do opt-in (no seu ramo de negócios);
- a exploração de membros com engajamento recente o quanto for possível para evitar spamtraps;
- conteúdo sem termos considerados spam (assunto e conteúdo);
- boa construção de mensagem seguindo boas práticas de marketing digital;
- higienização das bases de disparo antes de importá-las na ferramenta de disparo, evitando o Hard Bounce;
- reatividade positiva dos destinatários (ao invés de indicar que é spam ou fazerem descadastro, abrirem, clicarem e responderem), já que essa reatividade dos destinatários são observadas pelos ISP’s.
Para mais informações sobre a caixa de spam, recomendo esta outra publicação do blog “Por que meu e-mail chega na caixa de spam logo de cara?“
Boa sorte no árduo trabalho de enviar mensagem para quem não quer receber e nunca deu consentimento, é realmente difícil!